A palavra do policial: estatuto e limites
Por que o testemunho policial é prova como qualquer outra, e como questioná-lo tecnicamente — sem atacar a pessoa do agente.
Publicações
Análises técnicas sobre direito penal, prova e estratégia defensiva.
Por que o testemunho policial é prova como qualquer outra, e como questioná-lo tecnicamente — sem atacar a pessoa do agente.
O Acordo de Não Persecução Penal evita a ação penal para crimes sem violência com pena mínima inferior a quatro anos. Três teses vinculantes recentes mudaram o que a defesa pode exigir — e quando precisa agir.
A audiência de custódia é o primeiro contato formal do preso com o Judiciário. Sua importância defensiva vai muito além da análise da prisão em flagrante.
A inviolabilidade do domicílio é garantia constitucional com exceções muito precisas. Quando essas exceções não estão presentes, o ingresso é ilegal e a prova obtida, ilícita.
O que mudou com a positivação da cadeia de custódia no Código de Processo Penal e como a jurisprudência vem tratando o tema.
Conceito, disciplina no CPP (arts. 158-A a 158-F) e as duas linhas do STJ sobre a quebra da cadeia de custódia: sopesamento e exclusão probatória.
O que é a cadeia de custódia, por que a rastreabilidade importa e onde ela costuma falhar nos casos de tráfico.
A confissão é atenuante legal — não fonte de agravação distribuída em três fases. Quando a sentença extrai da cooperação do acusado o máximo punitivo e devolve o mínimo atenuante, viola a Constituição e o Pacto de São José da Costa Rica.
A cadeia de custódia deixou de ser detalhe técnico para se tornar categoria estrutural. Onde ela não está demonstrada, a prova material é, juridicamente, ausente.
A dosimetria da pena segue regras precisas previstas no Código Penal. Erros na fixação da pena-base, atenuantes e causas de diminuição são fundamentos para revisão em sede recursal.
Por que copiar arquivos de um celular não é o mesmo que espelhamento forense — e como essa distinção sustenta o ataque técnico à prova digital.
O estelionato mediante fraude eletrônica tem pena de 4 a 8 anos — o dobro do estelionato simples — e é julgado no domicílio da vítima. Entenda a tipificação correta, a distinção com o furto mediante fraude, a competência territorial e as armadilhas que afetam a defesa.
A falta grave reinicia o prazo da progressão, pode regredir o regime e custa até um terço dos dias remidos. Mas exige processo administrativo com defesa técnica, prescreve em três anos e não afeta o livramento condicional. Entenda o sistema e onde a defesa pode atuar.
A inteligência artificial oferece ferramentas de apoio ao trabalho jurídico. Na advocacia criminal, seu uso deve ser rigoroso, crítico e subordinado ao julgamento profissional do advogado.
A Lei 15.358/2026 criou novos tipos penais, elevou drasticamente os percentuais de progressão de regime e restringiu direitos de presos e familiares. Mas cinco de seus dispositivos centrais apresentam inconstitucionalidades que a defesa precisa conhecer.
Livramento condicional antecipa a liberdade antes do fim da pena. Remição reduz o tempo a cumprir pelo trabalho e estudo. Detração desconta a prisão cautelar da pena definitiva. Os três operam em lógicas distintas — e seus erros de cálculo têm consequências reais.
As medidas protetivas da Lei Maria da Penha podem ser concedidas sem inquérito, sem BO e sem prazo de validade — e seu descumprimento agora é crime com pena de 2 a 5 anos. Três leis em dois anos mudaram substancialmente esse sistema.
Por que a defesa criminal em tráfico de drogas começa no diagnóstico da prova, e não na petição. O método que orienta toda a atuação.
Nem toda irregularidade anula. Saber distinguir nulidade absoluta de relativa — e entender quando o prejuízo precisa ser demonstrado — é o que transforma um vício processual em argumento eficaz.
A prescrição extingue a punibilidade quando o Estado não age dentro dos prazos legais. Entender as modalidades, os marcos que interrompem a contagem e as mudanças recentes é essencial para identificar quando o processo já não pode mais produzir condenação válida.
Por que o print fora de contexto não prova, o que a perícia de voz realmente atesta e o que a geolocalização diz (e não diz).
O que uma captura de tela precisa para ter valor probatório: origem, autoria, contexto e cadeia de custódia.
A prisão preventiva é medida cautelar excepcional, não antecipação de pena. Seus requisitos são taxativos e seu controle defensivo é permanente durante toda a instrução.
Três leis em dois anos transformaram o art. 112 da LEP: exame criminológico voltou a ser obrigatório, percentuais dos hediondos foram triplicados e novos patamares foram criados para crimes com violência. Entenda o quadro atual e os pontos que a defesa precisa dominar.
Como os dados são extraídos de um dispositivo, por que a integridade importa e quais são os pontos de contestação da prova digital.
Integridade, espelhamento forense, hash e contexto — os quatro requisitos que tornam a prova digital confiável no processo penal.
A diferença entre quebra formal e substancial, e como vícios cumulativos somam força no questionamento da prova.
A Terceira Seção do STJ fixou seis teses vinculantes sobre o reconhecimento de pessoas. O procedimento do art. 226 do CPP deixou de ser recomendação e passou a ser exigência — sua inobservância invalida a prova de autoria em qualquer fase.
Abordagem, fundada suspeita, ingresso domiciliar e lavratura do auto: os pontos do rito do flagrante onde os vícios mais consequentes se instalam.
A distinção entre tráfico de drogas e porte para uso pessoal é uma das questões mais sensíveis do processo penal. A prova tem papel central nessa diferenciação.
A pronúncia não é despacho de rotina: é decisão que expõe o réu ao julgamento por jurados que não precisam fundamentar o veredito. O STJ consolidou que o in dubio pro societate não existe como fundamento idôneo — e que testemunho indireto não pronuncia ninguém.